CONHEÇA: Megan Thee Stallion e a ascensão do rap feminino

Entre os sucessos de Nicki Minaj e Cardi B, outra rapper escala os charts com a força de um “cavalo”

O Rap (ritmo e poesia), vertente musical da cultura Hip Hop, ainda é considerado machista e quase totalmente dominado por vozes do sexo masculino. Porém, nos últimos anos, um número expressivo de rappers femininas atingiu sucesso considerável e tem conseguido manter carreiras estáveis.

Nicki Minaj, Iggy Azalea e Cardi B são os exemplos mais conhecidos da indústria americana atualmente, tendo dominado esse cenário na última década. Já no Brasil, temos nomes como Karol Conká e Drik Barbosa.

Neste ano, mais uma rapper começou a chamar a atenção dos charts. Megan Thee Stallion ganhou, recentemente, uma super matéria na Billboard americana após sua música Big Ole Freak render bons frutos nas paradas.

B*tch, I’m from Texas

Megan Pete, nascida em 15 de fevereiro de 1995 no sul do Texas, é mais conhecida por “Megan Thee Stallion”, uma escolha um tanto afrontosa para um nome artístico. Stallion significa “cavalo” ou, mais especificamente, “garanhão”. No rap feminino é possível notar várias referências metafóricas a elementos do universo masculino como uma forma de resistência ao machismo e sexismo.

Se denominar um “garanhão” transmite a ideia de que, mesmo sendo uma mulher, suas rimas e sua liberdade sexual estão ao mesmo nível – ou melhores – de qualquer outro rapper do sexo masculino. O nome também faz referência a origem texana de Megan, já que seu estado é conhecido por ser “a terra dos caubóis”.

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Megan Thee Stallion em ensaio para a Billboard americana.

Megan cresceu na cidade de Houston com sua mãe, a também rapper Holly-Wood (Holly Thomas), que infelizmente faleceu em 22 de março deste ano. Holly também era empresária de Megan, tendo visto a filha seguir seus passos e começar a rimar aos 14 anos de idade.

Trabalho e Carreira

Aproveitando a visibilidade dos últimos meses, a rapper texana lançou seu álbum de estréia Fever na última sexta-feira (17), contendo sua nova aposta para o mercado: Sex Talk. Ouça abaixo:

Uma curiosidade sobre o álbum é que, na arte da capa, Megan inclui sua marca stallion (cavalo garanhão).

Antes disso, Megan já havia lançado dois EPs: Make It Hot (2017) e Tina Snow (2018) que contém seu maior sucesso Big Ole Freak:

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Fever (2019) – Tina Snow (2018) – Make It Hot (2017)

Jaden Smith vai interpretar Kanye West na série “Omniverse”

Antologia produzida pelo próprio Kanye promete “examinar as muitas portas da percepção”

Segundo o site The Hollywood Reporter, Kanye West está produzindo uma série antológica para o canal de TV Showtime em que Jaden Smith vai interpretar sua versão jovem.

Omniverse terá episódios de cerca de 30 minutos que vão “examinar as muitas portas da percepção”. A primeira temporada abordará o ego através dessa “realidade paralela” de Kanye West.

O rapper será produtor executivo ao lado de Scooter Braun e Lee Sung Jin, que também está responsável pelo roteiro. Jin também é um dos nomes por trás de Tuca & Bertie, nova animação da Netflix.

Em entrevista, Lee Sung Jin afirma que “Omniverse não é sobre o Kanye West do nosso mundo”, já que a ideia é construir realidades alternativas, diferentes consciências.

Além de ator, Jaden Smith mantém carreira paralela na música. Confira o último clipe lançado por ele:

12 álbuns super aguardados em 2019

Hoje (26) é um dia de grandes lançamentos na música. Já tivemos Taylor Swift retornando com seu mais novo single Me! – em parceria com Brendon Urie da banda Panic! At the Disco – P!nk com seu oitavo álbum de estúdio Hurts 2B Human e Marina (ex and the Diamonds) lançando por inteiro seu primeiro álbum solo.

Incluindo novos discos de Ariana Grande e Billie Ellish, 2019 já pode ser considerado um grande ano de lançamentos e ainda tem muito material pela frente. Confira a lista de alguns dos mais aguardados, por ordem de lançamento:

Ashley Tisdale – Symptoms – 3 de maio

Após 10 anos sem lançar um álbum de estúdio, nossa eterna Sharpay Evans retorna com o sucessor de Guilty Pleasure (2009). Ashley descreve o disco como intimista, um processo de desabafo após viver anos de ansiedade e depressão.

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Capa de Symptoms, novo álbum de Ashley Tisdale em 10 anos

Carly Rae Jepsen – Dedicated – 17 de maio 

A canadense afirmou que seu quarto álbum de estúdio fala de “amor romântico mas também de amor próprio”. Já foram lançadas três músicas do sucessor de Emotion (2015). 

Avicii – Tim – 6 de junho

O álbum póstumo do DJ Avicii inclui 16 novas faixas. SOS, parceria com Aloe Blac, é o carro chefe do disco. O cantor e rapper já colaborou em um dos maiores sucessos de Avicii, Wake Me Up, de 2013.

Jonas Brothers – Happiness Begins – 7 de junho

Um dos retornos mais surpreendentes do ano, Jonas Brothers quebram uma década de hiato em grande estilo. O trio já colheu bons frutos com a música Sucker e tudo indica que o álbum fará jus à expectativa dos fãs.

Madonna – Madame X – 14 de junho

A rainha está de volta para assumir o trono. Madonna já nos deu um gostinho do que será a era da multi-identidades Madame X, seu novo alter-ego. Em parceria com o colombiano Maluma, o single Medellín já rendeu ótimos comentários da crítica especializada.

Mark Ronson – Late Night Feelings – 21 de junho

O produtor Mark Ronson prova, a cada colaboração, sua versatilidade na indústria. Após a super elogiada Nothing Breaks Like a Heart, com Miley Cyrus, o álbum de inéditas de Ronson inclui parcerias com Alicia Keys e Camilla Cabello.

Rihanna – Sem nome/data 

Bad gal Riri já confirmou nas redes sociais: O retorno em 2019 é certeiro. Mesmo sob pressão diária dos fãs, a barbadiana não tem pressa para entregar o disco, por isso não temos muita informação sobre ele. Segundo a Rolling Stone, que conversou com alguns produtores envolvidos, o álbum terá uma pegada dancehall, similar ao hit Work, do álbum Anti (2016).

Lana Del Rey – Norman F**king Rockwell – Sem data

Após lançar algumas músicas que seriam um gostinho de seu novo álbum, Lana Del Rey classificou as faixas como apenas “singles para os fãs” – incluindo Mariners Apartment Complex – e anunciou que seu novo trabalho ainda terá “um primeiro single em breve.” 

Lady Gaga – Sem nome/data

Nesta lista não poderia faltar Lady Gaga que já confirmou estar trabalhando em um álbum de inéditas. Após se envolver em projetos cinematográficos e fazer residência de shows em Las Vegas, a mother monster deve lançar um novo disco ainda em 2019. Mark Ronson, que já trabalhou com Gaga no Joanne (2016), declarou que o novo álbum é ótimo.

Taylor Swift – Sem nome/data

De serpentes a borboletas, chegou a nova era de Taylor Swift. Ainda sem data de lançamento, não deve demorar para conhecermos o sucessor de reputation (2017). Após uma era obscura e com pegada mais eletrônica, tudo indica que Taylor deixou a luz entrar novamente. Se seguir a linha ME!, teremos um álbum bem colorido e amorzinho.

Selena Gomez – Sem nome/data

Finalmente teremos o novo álbum de Selenita em 2019. Nesta semana, em entrevista para um podcast da marca Coach, Selena Gomez acalmou os fãs confirmando o lançamento. Segundo ela, o álbum não terá colaborações, pois se trata de um projeto mais intimista em que a cantora quer ser apenas ela mesma.

Halsey – Sem nome/data

Halsey chegou com tudo em 2019. Ela já emplacou o single Without Me no topo da Billboard Hot 100, garantindo uma ótima primeira impressão para seu novo álbum. Apesar do silêncio, Halsey não deve esperar até o fim do ano para lançar o disco.

Dia Mundial do Rock: 10 filmes que tratam sobre o assunto

Com certeza, muitos outros filmes ficaram de fora.

Em homenagem ao Live Aid, megafestival que aconteceu em 13 de julho 1985, com diversos artistas da cena rock do mundo em prol de pessoas em situação de fome na Etiópia, a data ficou eternizada – pelo menos no Brasil – como Dia Mundial do Rock.

No Brasil por que, em todo o resto do mundo, ela é completamente ignorada. Dia de rock é todo dia, bebê! Por isso, que tal preparar os fones de ouvido e a pipoquinha para curtir algumas produções audiovisuais dedicadas ao estilo musical que mantém gerações vivas?

Anote aí!

ROCK STAR (2001)

Ambientado nos anos 80, o filme traz como protagonista Mark Wahlberg, que interpreta Chris Cole, um aspirante a astro do rock que vê sua vida mudar após Bobby Beers (Jason Flemyng), vocalista de sua banda favorita, e da qual ele tinha um grupo cover, Steel Dragon, ser expulso.

Ao lado de grandes músicos de vida real, como Jason Bonham (Led Zeppelin, UFO) e Zakk Wylde (Black Label Society, Ozzy Osbourne), Chris finalmente sente o gostinho da vida de rockstar que sempre quis. Jennifer Aniston também está no elenco.

SING STREET (2016)

Mais um ambientado nos anos 80. Nesse, em sua cidade do interior irlandês, Conor Lawlor (Ferdia Walsh-Peelo) quer conquistar o amor da sua vida: Raphina (Lucy Boynton).

Para tentar ter sucesso no objetivo, ele a convida para participar do clipe da sua banda, Sing Street. O problema é que ele ainda não faz parte dela.

ALMOST FAMOUS – Quase Famosos (2000)

Um dos filmes mais lembrados quando o assunto é rock and roll, o filme segue William Miller (Patrick Fugit), jovem de 15 anos e crítico musical para a Rolling Stone, que acompanha uma turnê da banda Stillwater pelos Estados Unidos.

A produção é baseada na história pessoal do diretor Cameron Crowe, que foi um jornalista e acompanhou bandas como Allman Brothers, Led Zeppelin, Eagles e Lynyrd Skynyrd e tem ainda Kate Hudson, no papel da sugestiva Penny Lane.

A trilha sonora original do filme, composta pela banda fictícia, ficou famosa e teve seu relativo sucesso.

DETROIT ROCK CITY – Detroit a Cidade do Rock (1999)

O plano de fundo aqui é a própria banda Kiss, uma vez que uma das músicas do grupo dá nome ao filme. Nele, quatro adolescentes, fãs dos nova-iorquinos, têm uma banda cover e tentam de tudo para ver seus ídolos ao vivo.

A produção é ambientada em 1978 e tem participação memorável dos membros Kiss como eles mesmos, e trilha sonora tem ainda bandas como AC/DC, Black Sabbath, Van Halen, Pantera e Blue Öyster Cult.

FRANK (2014)

Excentricidade. John Burroughs (Domhnall) sonha em ser tecladista em uma grande banda. Um acidente o coloca no caminho dos Soronprfbs, uma banda de rock e pop que tem um frontman meio esquisito.

Frank (Michael Fassbender) jamais tira sua gigante cabeça artificial, seja para comer, tomar banho ou dormir. Mais ou menos o que imaginamos que aconteça com o Daft Punk.

SCOTT PILGRIM VS. THE WORLD – Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010)

Em Toronto, no Canadá, Scott é o baixista da banda Sex Bob-omb e namorado de Knives Chau, para quem ele não ligava muito, até que se apaixona por Ramona Flowers.

Para manter o relacionamento com Ramona, Pilgrim descobre que terá que derrotar todos os seus sete ex-namorados e namoradas. Um por um. Cada um de uma maneira diferente.

É tão doido como se pode imaginar.

SCHOOL OF ROCK – Escola de Rock (2003)

Jack Black sempre caminhou nesse limiar entre a música e o cinema. E neste musical ele é Dewey Finn, um roqueiro frustrado após ser expulso de sua banda, No Vacancy.

Desempregado, ele vê uma oportunidade de ser um professor impostor em uma escola conservadora de alta classe. Lá, enxerga em seus alunos, por volta dos 10 anos de idade, a oportunidade de montar uma banda e participar da “Batalha das Bandas”, e então se provar o astro do rock improvável que todos duvidavam.

A trilha sonora é recheada de clássicos e foi, inclusive, indicada ao indicada ao Grammy.

THIS IS SPINAL TAP – Isto é Spinal Tap (1984)

Esse mockumentary apresenta ao mundo a banda britânica fictícia de heavy metal Spinal Tap. O produtor Marty Di Bergi (Rob Reiner, diretor do longa) decide filmar os bastidores da turnê da banda, mas nem tudo é glamouroso como a vida de rockstar parece ser.

Durante a tour, a banda sofre com diversos problemas internos e conflitos de egos, que a levam à beira do fim, com diversos diálogos estranhamente hilários e insultos gratuitos, exatamente como têm de ser.

À época, o filme não foi muito bem recebido, pois público e crítica pensaram se tratar de uma banda real, e as avaliações foram de “non-sense” a “mal filmado”, passando por diversos outros adjetivos nada amigáveis.

Mas, anos depois, o mockumentary se tornou um clássico e elevado ao status de cult, responsável pela popularização do gênero cinematográfico.

Parte dos atores que interpretaram a banda realmente sabia tocar seus instrumentos, e tocaram e cantaram na produção.

WAYNE’S WORLD – Quanto Mais Idiota Melhor (1992)

Originado de um quadro “Saturday Night Live”, o filme conta a história de Wayne (Mike Myers) e Garth (Dana Carvey), dois amigos metaleiros que tocam um programa alternativo de TV, de acesso gratuito, no porão da casa dos pais de Wayne.

Após venderem os direitos do programa para Benjamin Oliver (Rob Lowe), eles vão comemorar em uma boate. Lá, Wayne se apaixona por Cassandra Wong (Tia Carrere), mas se encontra novamente com Benjamin, que também quer ficar com a mocinha.

TENACIOUS D IN: PICK OF DESTINY – Tenacinous D: Uma Dupla Infernal (2006)

Mais uma vez, Jack Black. Nesta ópera rock, JB (Jack Black) e KG (Kyle Gass) estão determinados a montar a maior banda de rock do mundo. Para tanto, eles resolvem ir atrás da Palheta do Destino.

A tal palheta teria sido forjada a partir de um fragmento do dente do próprio diabo, e passou pelas mãos de vários guitar heroes, como Eddie Van Halen e Angus Young (AC/DC).

O elenco ainda tem Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath), interpretando ele mesmo, e Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters, Queens of the Stone Age) como o próprio Demônio.

ATENÇÃO: O clipe abaixo é uma das cenas finais do filme e contém spoilers.

Aos 30 anos, perdemos interesse por músicas novas

É o que descobriu o Deezer, com pesquisa entre os seus usuários na Grã-Bretanha.

Além de todos os problemas, a vida adulta também tira da gente um dos prazeres mais recompensadores, que é o tesão por ouvir uma boa música nova. É o que descobriu o Deezer, com uma pesquisa feita entre mil usuários da plataforma, na Grã-Bretanha, que chegou à conclusão de que, por volta dos 30 anos e seis meses, perdemos o interesse por descobrir músicas e artistas novos.

E sim, isso em grande parte é culpa da vida adulta, com 16% das pessoas alegando que, entre os motivos, estão a falta de tempo, por causa do trabalho, e 11%, por terem que cuidar dos filhos. Outros 19% se sentem perdidos, devido a enorme quantidade de opções disponíveis.

Quase metade dessas pessoas, ou 47%, dizem querer ter mais tempo para buscar novidades no mundo da música. Pelo menos, vemos que o motivo não é falta de vontade.

“Com tanta música brilhante por aí, é normal sentir-se sobrecarregado”, disse Adam Read, editor musical do Deezer para o Reino Unido e Irlanda. “Isso normalmente resulta em ficarmos emperrados na ‘paralisia musical’, quando chegamos aos trinta.”

Geralmente, o auge das nossas descobertas musicais é aos 24 anos e cinco meses. Nessa idade, 75% dos entrevistados disseram ouvir a, pelo menos, dez novas músicas por semana, e 64% buscam ao menos cinco novos artistas no mesmo período.

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Os escoceses do Franz Ferdinand, a cada novo álbum, uma nova sonoridade e novas influências (Divulgação / Franz Ferdinand)

Ainda assim, a pesquisa mostra que esses números podem variar bastante de uma região para outra, dependendo de questões sociais e culturais, sendo que dentro do próprio Reino Unido os números já mostram suas diferenças.

Os escoceses, por exemplo, sofrem da “paralisia musical”, em média, aos 40 anos e sete meses de idade. E o galeses, aos 24 anos e oito meses já diminuem a amplitude de seus gostos musicais.

O assunto já foi abordado anteriormente

Claro, essa não é a primeira vez que este assunto vem à tona, mas por ser uma pesquisa mais recente e feita diretamente por um serviço de streaming de música, com o seu público e para o seu público, as proporções da informação ficam ainda mais em evidência.

O tema já foi explorado mais a fundo por outras publicações, como o blog Skynet & Ebert, que verificou dados do Spotify nos Estados Unidos em 2015 e apurou que os adolescentes tinham seus gostos moldados pela música pop. Isso foi mudando gradativamente, à medida em que as pessoas iam chegando aos trinta anos de idade.

Em fevereiro, o economista Seth Stephens-Davidowitz analisou dados do Spotify para o New York Times. No estudo, ele descobriu que se um hit é lançado quando você é mais novo, provavelmente um adolescente, ele será mais popular naquele grupo da sua idade.

Isso acontece porque, de acordo com a ciência, durante a nossa adolescência, dos 12 aos 22 anos, nosso cérebro passa por uma série de mudanças que nunca é experienciada novamente ao longo do restante de nossas vidas. Sendo assim, estamos mais receptivos à estímulos externos, incluindo musicais.

Outra razão para ouvirmos as mesmas músicas repetidas vezes, é por causa de uma situação chamada “fase de antecipação”. Aquele arrepio que você sente ouvindo determinada canção acontece por uma resposta hormonal, mas também pode ser por que você sabe que a parte boa da música está chegando.

Como, por exemplo, naquele instante anterior à virada da música, ou um refrão dramático; nosso cérebro entende isso como como uma recompensa, e libera dopamina, o hormônio do prazer. Contudo, o tempo e, consequentemente, a vida adulta, nos fazem perder essa sensação, pois as conexões e experiências cerebrais já não são as mesmas da adolescência. Isso explica o por que de o seu tio, fã do Creedence, não aguentar o seu Slipknot.

E você, já atingiu o seu pico de descobertas? Caiu na “paralisia musical”? Deve ser terrível.

Hello Amigos: Filme dos Ramones está a caminho

Filme será baseado no livro de Mickey Leigh, irmão de Joey Ramone.

Os pais do punk estão chegando às telonas, desta vez com a própria história como motivo central. Intitulado “I Slept With Joey Ramone”, o filme será dirigido por Nick Cassavetes e é baseado no livro de mesmo nome escrito por Mickey Leigh, irmão do vocalista, e lançado em 2009. Gene Kirkwood (Rocky, Get Rich or Die Tryin’) é o produtor executivo.

A produção contará a história do surgimento da cena punk, impossível de se distinguir da própria história dos Ramones, já que tudo começou o disco de lançamento da banda chamado “Ramones”, em 1976.

“Nick está indo fundo com o Mickey Leigh”, disse Gene Kirkwood. “O plano é que eles descubram talentos e juntem uma banda de verdade”, finalizou.

Sem muitos detalhes, não se sabe se realmente teremos uma banda para tocar os sucessos dos Ramones na película. Data de lançamento também não foi liberada, já que eles ainda estão no processo da pré-produção.

Baleia Lista: Seis músicas que falam de baleias

Escolhemos para vocês as melhores músicas do mundo sobre baleias.

Quem não gosta de baleias, e quem não gosta de música? Nós, aqui da BALEIA, com certeza não somos essas pessoas. Pensando nisso, preparamos para vocês uma lista de músicas, de vários estilos, sobre o mesmo animal amado por todos: A BALEIA.

Curte aí e conta para a gente qual a sua favorita.

“Don’t Kill the Whale” – Yes

Essa daqui vem dos heróis prog do Yes. É a primeira porque a mensagem é importante: mata as baleias não, parça.

“Blood and Thunder” – Mastodon

Esse disco todinho do Mastodon é baseado no romance Moby Dick, de Herman Melville, sobre a segunda baleia mais importante para a cultura mundial (a primeira, A Baleia). Essa música, em especial, fala de como seria encontrar e caçar o bichão. É épico.

“Flying Whales” – Gojira

O Gojira, aqui, descreve a grandeza dos animais mais majestosos dos oceanos. E também é sobre nunca desistir dos seus sonhos. Voe, baleia!

“We’re Looking For the Whales” – A-ha

Encontrou, A-ha. Encontrou!

“The Last Great American Whale” – Lou Reed

Lou Reed, sempre pedrada. Crítica não faltou.

“As Baleias” – Roberto Carlos

O rei aqui mandou bala na crueldade. Se não desce lágrima, você não tem coração!

BÔNUS: “Bar Mitzvah” – Nissim Ourfali

A última música ia ficar muito triste, e a gente não podia deixar assim. Essa é alto astral. Volte sempre, Nissim!

O show tem que continuar: Novo baixista dos Gorillaz é vilão das Meninas Superpoderosas

Ace substituirá o baixista original, Murdoc, em turnê.

O Gorillaz está de baixista novo, e não é qualquer baixista. Ace, líder da Gangue Gangrena, do desenho da Cartoon Network, Meninas Superpoderosas, assumirá as quatro cordas da banda digital.

Isso acontece em um momento complicado: Murdoc, o baixista original, foi acusado injustamente (de acordo com a banda), e preso, por um crime ainda não revelado.

O crossover inusitado acontece pouco após a banda anunciar seu novo álbum, “The Now Now”, que deve ser lançado ainda em junho. Junto com a apresentação do novo membro, veio um clipe de trabalho inédito, que conta ainda com Jack Black nas guitarras.

Desde “As Meninas Superpoderosas”, Ace recebeu um belo tratamento visual para entrar no universo da banda britânica, encabeçada por Damon Albarn, que também é líder do Blur e The Good, the Bad & the Queen.

Contudo, a passagem de Ace deve ser temporária. Ele será o baixista oficial nos próximos shows, pelo menos até que Murdoc consiga fugir da prisão.

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Memória de Peixe: Grand Theft Auto – a trilha sonora da minha vida

As estações de rádio de GTA ajudaram a formar o caráter (e gosto musical) de muitos que impersonaram seus protagonistas.

Muitas das minhas melhores memórias na frente do computador estão ligadas aos games. Os primeiros Need for Speed, o estratégico Commandos: Behind the Enemy Lines, emuladores para jogar Pokémon e Chrono Trigger, e, claro, Grand Theft Auto.

Partindo do início, os dois primeiros títulos da franquia não tinham uma trilha sonora lá muito memorável. Mas, quando o universo do ladrão de carros tomou de assalto os consoles da sexta geração, a coisa mudou de figura. GTA III ainda engatinhava nesse quesito, apresentando ao mundo toda a potência dos até então subestimados jogos em mundo aberto.

A liberdade dada pelos títulos da Rockstar não podiam deixar a desejar no assunto trilha sonora. Em sua surreal visão de mundo, as músicas eram bem desse planeta, e ajudaram a formar o caráter (e gosto musical) de muitos que impersonaram seus protagonistas.

Foi em Grand Theft Auto: Vice City que as coisas realmente começaram a ficar sérias. De pequenas bandas e alguns destaques, no título anterior, a franquia passou a trazer estações rádios robustas, com grandes artistas e músicas conhecidas do grande público.

Uma que ficou para sempre na minha cabeça foi aquela com uma das introduções de baixo mais conhecidas do metal: Peace Sells, dos gigantes do thrash Megadeth – que alguns anos depois viria a se tornar a banda da minha vida. Mas essa ficou longe de ser o único destaque na programação. Artistas como Michael Jackson, os heróis prog da Genesis, Bryan Adams, Phil Collins, Lionel Richie, os finíssimos Tears for Fears, Kool and the Gang, Toto, com a inconfundível “Africa”, Run-D.M.C. e, revisitando os clássicos mais pesados, Ozzy Osbourne, Iron, Judas Priest, Twisted Sister, com a clássica “I Wanna Rock”, Mötley Crue, Anthrax e os monstros do Slayer (para fechar o Big Four, só faltou o Metallica). Entre muitos outros.

Para ajudar a completar a lista, o jogo ainda contava com uma banda fictícia de glam rock, com o sugestivo nome de Love Fist. O grupo é importante para o próprio enredo do game, fazendo parte de algumas missões, com o protagonista Tommy Vercetti como capanga.

GTA San Andreas

Chegamos aquele que, para mim, levantou a barra de como uma trilha sonora não-original deveria ser construída. A começar pelos DJ’s (assim são conhecidos os radialistas nos Estados Unidos), que passaram a ser grandes nomes da música ou dubladores norte-americanos.

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Uma pequena road-trip pela zona rural de San Andreas.

Entre eles, Axl Rose, que no jogo é conhecido como Tommy “Nightmare” Smith, responsável pela estação K-DST, de rock clássico. Também estava entre eles Johnny “The Love Giant” Parkinson, que ganhou a voz do finado Ricky Harris – o Malvo, de Todo Mundo Odeia o Chris.

Mas, voltando para o nosso ponto de maior interesse, que são as bandas, algumas voltaram para o novo título, com novas músicas, como Toto e Kool and the Gang. Mas, entre as novatas, podemos destacar Foghat, com “Slow Ride”, Creedence, Kiss, Tom Petty, Lynyrd Skynyrd e o interminável solo de “Free Bird”, America e o cavalo sem nome, a classiquíssima “Eminence Front”, do Who, ainda David Bowie, Billy Idol e as moças do Heart, com a porrada hard “Barracuda”. Todos esses na rádio de Axl Rose.

Ainda assim, uma outra estação em especial ficou na minha mente, e tomou toda a parte emocional da minha nostalgia: K Rose, de clássicos da country music. Me lembro bem de pegar um carrinho rústico e cruzar toda a zona rural do estado de San Andreas, de Los Santos a Las Venturas, passando pela ponte de San Fierro, ao som daquelas canções gostosas sobre a vida campal e amores perdidos, ou abandonados.

Sempre me pego cantarolando “All My Ex’s Live in Texas”, de Whitey Shafer. Os acordes melancólicos de “The Letter That Johnny Walker Read”, do grupo Asleep at the Wheel, a vívida “One Step Forward”, da Desert Rose Band, ou o riff frenético de “Amos Moses”, do Jerry Reed. Me trazem boas sensações. Uma nostalgia no sentido mais puro da palavra, que realmente encravou aquela trilha sonora de forma profunda na minha memória. E essas não são nem metade das músicas dessa estação gostosa.

De volta à área que domino, a Radio X trouxe bandas que até hoje estão na minha playlist, que só fui conhecer por ali. É o caso de uma das minhas bandas favoritas, o Faith No More, que emprestou para a trilha de San Andreas o hino “Midlife Crisis”. Outros destaques de bandas que me estremecem as pernas são os heróis do grunge Alice In Chains, Soundgarden e Stone Temple Pilots. A clássica “Cult of Personality”, do Living Colour, também está lá, ao lado de Danzig, Rage Against the Machine, Depeche Mode, Ozzy Osbourne (de novo!), os pais do indie dos Stone Roses e o próprio Guns N’ Roses, do DJ Nightmare.

Grand Theft Auto IV

A volta de Grand Theft Auto a Liberty City foi criticada. Mas não pela história de Niko Bellic, que conseguiu manter um bom nível para a franquia, e sim pela trilha sonora. Contudo, ela também não foi má construída. O negócio é que, realmente, o que a produtora conseguiu com o design som em San Andreas deixou o público muito exigente.

GTA IV trouxe ótimas estações, comandadas por excelentes DJ’s, como Iggy Pop, Juliette Lewis e Daddy Yankee. No line-up do festival, as bandas Justice, Chet Baker, Duke Ellington, os indies do LCD Soundsystem e do Black Keys, Juliette and the Licks, na rádio da própria Juliette, o hardcore do Agnostic Front e os monstros do soul, Barry White e Marvin Gaye.

Também, o bom e velho classic rock da banda Heart, de volta com os falsetes estridentes de “Straight On”, David Bowie, AC/DC, R.E.M., a belíssima ex-Fleetwood Mac, Stevie Nicks, Queen, The Who, Smashing Pumpkins, Black Crowes com o som mais hippie dos anos 90, os irlandeses da Thin Lizzy, Black Sabbath, os Stooges, de Iggy, e os barbudos do blues rock ZZ Top. Ufa…

Senti falta por aqui dos gostosos clássicos da country music, mas temos que entender o contexto. O estado de Nova York não é lá o mais caipira dos Estados Unidos.

Grand Theft Auto V

Por fim, o game que até hoje rende um Rio Bravo de dinheiro para a Rockstar. Essa obra prima poderia render um outro texto todinho para descrevê-la, mas isso já se tem aos montes por aí. E sim, fiquei muito feliz com a volta da estação de country. Aqui, sai K Rose, entra Rebel Radio. Vai-se saber o que se deu com a primeira…

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GTA V tem mais estações de rádio que muitas capitais brasileiras.

A trilha sonora desse título é enorme, até porque há variações nas versões de consoles e PC, antiga e atual gerações, e também porque há muito mais estações. Então, por isso, não vou me estender. O texto ficou maior do que eu esperava e vou destacar aquilo que me saltou aos ouvidos.

Channel X trouxe clássicos do punk rock, e é a estação favorita do protagonista igualmente hardcore Trevor Philips. Entre bandas mais desconhecidas, estão os expoentes Black Flag e Suicidal Tendencies.

O rock foi bem mais segregado, com estações respeitando estilos diferentes, e dividido em classic, indie, rock moderno e, como citado, punk. A Los Santos Rock Radio, comandada por Kenny Loggins, trouxe bandas como Small Faces, responsável por “Ogden’s Nut Gone Flake”, música que apresentou o game em seu primeiro trailer, em 2011, Robert Plant, Def Leppard, Elton John e mais uma pá.

Como sabemos, muito da história do game se passa na periferia de Los Santos, com o protagonista Franklin Clinton. Para honrar esse pedaço da história, um time de peso foi escolhido para a estação de hip hop, com nomes como 2pac, Snoop Dogg, Dr. Dre e Ice Cube.

E bom, muitas outras rádios vão ficar de fora, como aquelas que se dedicam à músicas de elevador, funk music, com destaque para Stevie Wonder e a inusitada “Party All The Time”, do Eddie Murphy, música techno, pop, que traz “West End Girls”, dos Pet Shop Boys, música mexicana, para honrar essa grande comunidade da costa oestes, e reggae.

Toda a franquia Grand Theft Auto, inegavelmente, é um sucesso estrondoso. A Rockstar Games trata com muita atenção tudo que sai de seus estúdios. Nada vai para as prateleiras inacabado. A trilha sonora com certeza formou toda uma geração de fãs de rock. E, com toda a certeza, também colaborou na construção de outros gostos musicais.

Por algum motivo, os jogos que visitam a cidade de San Andreas têm as estações mais memoráveis e as músicas mais grudentas. Se já não fossem as histórias extremamente envolventes, GTA com certeza me ganharia pelos ouvidos. Como ganhou.

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“Memória de peixe” é a coluna da Baleia que trata de temas do universo geek que mexem nas profundezas, dos mares mais escuros, da nostalgia.