Lana del-Rey lança clipe inspirado em filme de sci-fy

“Doin’ Time” faz referência ao filme “O Ataque da Mulher de 15 Metros” de 1958

A cantora americana Lana del-Rey, lançou no dia 29 de agosto, o clipe Doin’ Time, cover da banda Sublime. A música compõe o disco Norman Fucking Rockwell e foi dirigido por Rich Lee.

O clipe foi inspirado no filme de ficção-científica O Ataque da Mulher de 15 Metros (1958) de Nathan Juran. O longa conta a história de uma mulher alcoólatra que é atingida por um raio alienígena e cresce até ficar com 15 metros de altura. Após procurar o marido, ela descobre que ele estava em um bar com uma prostituta.

Fui convidada pelo Eduardo Carazza, criador do canal Edu Carazza, a fazer um react do clipe Doin’ Time.

Confira:

 

No clipe, vemos diversas referências ao filme original de 1958 e temos várias dicas do estilo que o novo CD da diva vai seguir.

Norman Fucking Rockwell já está disponível para vendas e, se quiser assistir mais reacts, assine o canal do Edu Carazza!

 

CONHEÇA: Megan Thee Stallion e a ascensão do rap feminino

Entre os sucessos de Nicki Minaj e Cardi B, outra rapper escala os charts com a força de um “cavalo”

O Rap (ritmo e poesia), vertente musical da cultura Hip Hop, ainda é considerado machista e quase totalmente dominado por vozes do sexo masculino. Porém, nos últimos anos, um número expressivo de rappers femininas atingiu sucesso considerável e tem conseguido manter carreiras estáveis.

Nicki Minaj, Iggy Azalea e Cardi B são os exemplos mais conhecidos da indústria americana atualmente, tendo dominado esse cenário na última década. Já no Brasil, temos nomes como Karol Conká e Drik Barbosa.

Neste ano, mais uma rapper começou a chamar a atenção dos charts. Megan Thee Stallion ganhou, recentemente, uma super matéria na Billboard americana após sua música Big Ole Freak render bons frutos nas paradas.

B*tch, I’m from Texas

Megan Pete, nascida em 15 de fevereiro de 1995 no sul do Texas, é mais conhecida por “Megan Thee Stallion”, uma escolha um tanto afrontosa para um nome artístico. Stallion significa “cavalo” ou, mais especificamente, “garanhão”. No rap feminino é possível notar várias referências metafóricas a elementos do universo masculino como uma forma de resistência ao machismo e sexismo.

Se denominar um “garanhão” transmite a ideia de que, mesmo sendo uma mulher, suas rimas e sua liberdade sexual estão ao mesmo nível – ou melhores – de qualquer outro rapper do sexo masculino. O nome também faz referência a origem texana de Megan, já que seu estado é conhecido por ser “a terra dos caubóis”.

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Megan Thee Stallion em ensaio para a Billboard americana.

Megan cresceu na cidade de Houston com sua mãe, a também rapper Holly-Wood (Holly Thomas), que infelizmente faleceu em 22 de março deste ano. Holly também era empresária de Megan, tendo visto a filha seguir seus passos e começar a rimar aos 14 anos de idade.

Trabalho e Carreira

Aproveitando a visibilidade dos últimos meses, a rapper texana lançou seu álbum de estréia Fever na última sexta-feira (17), contendo sua nova aposta para o mercado: Sex Talk. Ouça abaixo:

Uma curiosidade sobre o álbum é que, na arte da capa, Megan inclui sua marca stallion (cavalo garanhão).

Antes disso, Megan já havia lançado dois EPs: Make It Hot (2017) e Tina Snow (2018) que contém seu maior sucesso Big Ole Freak:

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Fever (2019) – Tina Snow (2018) – Make It Hot (2017)

Jaden Smith vai interpretar Kanye West na série “Omniverse”

Antologia produzida pelo próprio Kanye promete “examinar as muitas portas da percepção”

Segundo o site The Hollywood Reporter, Kanye West está produzindo uma série antológica para o canal de TV Showtime em que Jaden Smith vai interpretar sua versão jovem.

Omniverse terá episódios de cerca de 30 minutos que vão “examinar as muitas portas da percepção”. A primeira temporada abordará o ego através dessa “realidade paralela” de Kanye West.

O rapper será produtor executivo ao lado de Scooter Braun e Lee Sung Jin, que também está responsável pelo roteiro. Jin também é um dos nomes por trás de Tuca & Bertie, nova animação da Netflix.

Em entrevista, Lee Sung Jin afirma que “Omniverse não é sobre o Kanye West do nosso mundo”, já que a ideia é construir realidades alternativas, diferentes consciências.

Além de ator, Jaden Smith mantém carreira paralela na música. Confira o último clipe lançado por ele:

12 álbuns super aguardados em 2019

Hoje (26) é um dia de grandes lançamentos na música. Já tivemos Taylor Swift retornando com seu mais novo single Me! – em parceria com Brendon Urie da banda Panic! At the Disco – P!nk com seu oitavo álbum de estúdio Hurts 2B Human e Marina (ex and the Diamonds) lançando por inteiro seu primeiro álbum solo.

Incluindo novos discos de Ariana Grande e Billie Ellish, 2019 já pode ser considerado um grande ano de lançamentos e ainda tem muito material pela frente. Confira a lista de alguns dos mais aguardados, por ordem de lançamento:

Ashley Tisdale – Symptoms – 3 de maio

Após 10 anos sem lançar um álbum de estúdio, nossa eterna Sharpay Evans retorna com o sucessor de Guilty Pleasure (2009). Ashley descreve o disco como intimista, um processo de desabafo após viver anos de ansiedade e depressão.

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Capa de Symptoms, novo álbum de Ashley Tisdale em 10 anos

Carly Rae Jepsen – Dedicated – 17 de maio 

A canadense afirmou que seu quarto álbum de estúdio fala de “amor romântico mas também de amor próprio”. Já foram lançadas três músicas do sucessor de Emotion (2015). 

Avicii – Tim – 6 de junho

O álbum póstumo do DJ Avicii inclui 16 novas faixas. SOS, parceria com Aloe Blac, é o carro chefe do disco. O cantor e rapper já colaborou em um dos maiores sucessos de Avicii, Wake Me Up, de 2013.

Jonas Brothers – Happiness Begins – 7 de junho

Um dos retornos mais surpreendentes do ano, Jonas Brothers quebram uma década de hiato em grande estilo. O trio já colheu bons frutos com a música Sucker e tudo indica que o álbum fará jus à expectativa dos fãs.

Madonna – Madame X – 14 de junho

A rainha está de volta para assumir o trono. Madonna já nos deu um gostinho do que será a era da multi-identidades Madame X, seu novo alter-ego. Em parceria com o colombiano Maluma, o single Medellín já rendeu ótimos comentários da crítica especializada.

Mark Ronson – Late Night Feelings – 21 de junho

O produtor Mark Ronson prova, a cada colaboração, sua versatilidade na indústria. Após a super elogiada Nothing Breaks Like a Heart, com Miley Cyrus, o álbum de inéditas de Ronson inclui parcerias com Alicia Keys e Camilla Cabello.

Rihanna – Sem nome/data 

Bad gal Riri já confirmou nas redes sociais: O retorno em 2019 é certeiro. Mesmo sob pressão diária dos fãs, a barbadiana não tem pressa para entregar o disco, por isso não temos muita informação sobre ele. Segundo a Rolling Stone, que conversou com alguns produtores envolvidos, o álbum terá uma pegada dancehall, similar ao hit Work, do álbum Anti (2016).

Lana Del Rey – Norman F**king Rockwell – Sem data

Após lançar algumas músicas que seriam um gostinho de seu novo álbum, Lana Del Rey classificou as faixas como apenas “singles para os fãs” – incluindo Mariners Apartment Complex – e anunciou que seu novo trabalho ainda terá “um primeiro single em breve.” 

Lady Gaga – Sem nome/data

Nesta lista não poderia faltar Lady Gaga que já confirmou estar trabalhando em um álbum de inéditas. Após se envolver em projetos cinematográficos e fazer residência de shows em Las Vegas, a mother monster deve lançar um novo disco ainda em 2019. Mark Ronson, que já trabalhou com Gaga no Joanne (2016), declarou que o novo álbum é ótimo.

Taylor Swift – Sem nome/data

De serpentes a borboletas, chegou a nova era de Taylor Swift. Ainda sem data de lançamento, não deve demorar para conhecermos o sucessor de reputation (2017). Após uma era obscura e com pegada mais eletrônica, tudo indica que Taylor deixou a luz entrar novamente. Se seguir a linha ME!, teremos um álbum bem colorido e amorzinho.

Selena Gomez – Sem nome/data

Finalmente teremos o novo álbum de Selenita em 2019. Nesta semana, em entrevista para um podcast da marca Coach, Selena Gomez acalmou os fãs confirmando o lançamento. Segundo ela, o álbum não terá colaborações, pois se trata de um projeto mais intimista em que a cantora quer ser apenas ela mesma.

Halsey – Sem nome/data

Halsey chegou com tudo em 2019. Ela já emplacou o single Without Me no topo da Billboard Hot 100, garantindo uma ótima primeira impressão para seu novo álbum. Apesar do silêncio, Halsey não deve esperar até o fim do ano para lançar o disco.

Peixe de Segunda: 5 bandas brasileiras de mais sucesso no exterior que em casa

Talvez sejam os sons, distantes daqueles culturalmente enraizados em nossas terras.

Dono de um capital cultural incrível, o Brasil é berço de maciços movimentos artísticos, que revelaram nomes em diversas áreas. Do samba de raiz, surgido nas periferias do país, ao cinema premiado internacionalmente, passando pela Tropicália e outras manifestações no entremeio, nossos comportamentos transpuseram barreiras.

Talvez, a música seja nossa principal contribuição para o mundo artístico. Desde as bandas que somos mais familiarizados, àquelas que escolheram se focar no mercado internacional, em busca de um público diferenciado, que no Brasil acaba por ser apenas de nicho.

Focando nesses artistas, trago uma lista dos cinco bandas que fizeram mais sucesso além das nossas fronteiras. Principalmente, por focarem em composições no internacional inglês.

1. CSS

Surgida com o boom da internet, no início dos anos 2000, o Cansei de Ser Sexy, ou CSS, conquistou o público do indie/eletrônico com hits pop chicletes. Depois de estourar na MTV Brasil com o clipe de “Alala”, a banda teve seu público fiel na Europa, para onde se mudou para dar sequência à carreira.

Tiro certo! Emplacando single atrás de single, a banda se manteve sob holofotes e foi presença constante em vários festivais do velho continente.

A música descompromissada deu um ar de autenticidade ao grupo indie, que conseguiu fazer seu som até o topo e segue carreira até hoje, formada inteiramente por meninas, uma vez que Adriano Cintra deixou a banda em 2011.

2. Angra

Uma das principais expoentes do heavy metal brasileiro, Angra com certeza foi das bandas de maior sucesso comercial fora do país. Em seu início, fez participações um tanto quanto questionáveis em programas de TV.

Mas foi um mal necessário. Logo a banda decolou e foi trampolim para grandes nomes da música brasileira. Inclusive, a partir do Angra surgiram outros nomes, como Shaman, que é quase como uma subsidiária da primeira.

Kiko Loureiro, guitarrista e fundador da banda, é hoje, também, guitarrista do Megadeth, um dos principais nomes do thrash metal mundial, sendo integrante do Big Four of Thrash, junto a Slayer, Anthrax e Metallica.

3. Far From Alaska

Mais recente da lista, o som dos nordestinos do Far From Alaska chegou no momento certo, em que bandas de stoner surgem aos montes. Mas, não apenas isso, fazem um som muito bom e conseguem se destacar em seu estado, Rio Grande do Norte, mesmo tocando em inglês.

Em 2017, a banda foi uma das atrações da edição francesa do itinerante Download Festival, dividindo palco com bandas de status internacional, como Slayer e System of a Down.

Cercada de bons instrumentistas, Emmily Barreto lidera muito bem a banda como excelente frontwoman e um vocal poderoso.

4. Krisiun

Um dos grandes nomes do metal extremo brasileiro, o powertrio gaúcho Krisiun é aclamado mundialmente com um som que transita entre o thrash e o death metal, conciso e direto. Tem grande público na Alemanha, onde, inclusive, gravaram alguns de seus álbuns.

Já tendo excursionado pelos quatro cantos do mundo, a banda dividiu palcos com grandes nomes do death metal mundial, como Vader, Morbid Angel e Brujeria. Eles seguem na ativa, e muito bem, com turnês no Brasil e fora, e quase 20 anos de estrada.

5. Sepultura

Sem dúvidas, o maior expoente da música pesada brasileira. Sepultura tem todo um nome para si mesmos, sendo presença frequente em diversos veículos ao redor do mundo entre as bandas e álbuns mais influentes do metal.

O destaque é o álbum Roots (1996), que elevou o patamar da banda, fazendo seu som transitar do thrash para o groove metal, marcou o experimentalismo da banda, que misturou batuques de sons de matrizes africanas ao timbre grave dos instrumentos do metal pesado.

Se tornando um dos principais nomes do gênero, a banda de BH é sempre citada por outros artistas do meio, como Dave Grohl, membros do Metallica e Gojira, como uma de suas principais influências.

Deixamos alguém de fora que não deveria ter ficado? Conta aí!

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“Peixe de Segunda” é a coluna da Baleia para tratar de temas não convencionais dentro da cultura pop e do universo geek.

Dia Mundial do Rock: 10 filmes que tratam sobre o assunto

Com certeza, muitos outros filmes ficaram de fora.

Em homenagem ao Live Aid, megafestival que aconteceu em 13 de julho 1985, com diversos artistas da cena rock do mundo em prol de pessoas em situação de fome na Etiópia, a data ficou eternizada – pelo menos no Brasil – como Dia Mundial do Rock.

No Brasil por que, em todo o resto do mundo, ela é completamente ignorada. Dia de rock é todo dia, bebê! Por isso, que tal preparar os fones de ouvido e a pipoquinha para curtir algumas produções audiovisuais dedicadas ao estilo musical que mantém gerações vivas?

Anote aí!

ROCK STAR (2001)

Ambientado nos anos 80, o filme traz como protagonista Mark Wahlberg, que interpreta Chris Cole, um aspirante a astro do rock que vê sua vida mudar após Bobby Beers (Jason Flemyng), vocalista de sua banda favorita, e da qual ele tinha um grupo cover, Steel Dragon, ser expulso.

Ao lado de grandes músicos de vida real, como Jason Bonham (Led Zeppelin, UFO) e Zakk Wylde (Black Label Society, Ozzy Osbourne), Chris finalmente sente o gostinho da vida de rockstar que sempre quis. Jennifer Aniston também está no elenco.

SING STREET (2016)

Mais um ambientado nos anos 80. Nesse, em sua cidade do interior irlandês, Conor Lawlor (Ferdia Walsh-Peelo) quer conquistar o amor da sua vida: Raphina (Lucy Boynton).

Para tentar ter sucesso no objetivo, ele a convida para participar do clipe da sua banda, Sing Street. O problema é que ele ainda não faz parte dela.

ALMOST FAMOUS – Quase Famosos (2000)

Um dos filmes mais lembrados quando o assunto é rock and roll, o filme segue William Miller (Patrick Fugit), jovem de 15 anos e crítico musical para a Rolling Stone, que acompanha uma turnê da banda Stillwater pelos Estados Unidos.

A produção é baseada na história pessoal do diretor Cameron Crowe, que foi um jornalista e acompanhou bandas como Allman Brothers, Led Zeppelin, Eagles e Lynyrd Skynyrd e tem ainda Kate Hudson, no papel da sugestiva Penny Lane.

A trilha sonora original do filme, composta pela banda fictícia, ficou famosa e teve seu relativo sucesso.

DETROIT ROCK CITY – Detroit a Cidade do Rock (1999)

O plano de fundo aqui é a própria banda Kiss, uma vez que uma das músicas do grupo dá nome ao filme. Nele, quatro adolescentes, fãs dos nova-iorquinos, têm uma banda cover e tentam de tudo para ver seus ídolos ao vivo.

A produção é ambientada em 1978 e tem participação memorável dos membros Kiss como eles mesmos, e trilha sonora tem ainda bandas como AC/DC, Black Sabbath, Van Halen, Pantera e Blue Öyster Cult.

FRANK (2014)

Excentricidade. John Burroughs (Domhnall) sonha em ser tecladista em uma grande banda. Um acidente o coloca no caminho dos Soronprfbs, uma banda de rock e pop que tem um frontman meio esquisito.

Frank (Michael Fassbender) jamais tira sua gigante cabeça artificial, seja para comer, tomar banho ou dormir. Mais ou menos o que imaginamos que aconteça com o Daft Punk.

SCOTT PILGRIM VS. THE WORLD – Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010)

Em Toronto, no Canadá, Scott é o baixista da banda Sex Bob-omb e namorado de Knives Chau, para quem ele não ligava muito, até que se apaixona por Ramona Flowers.

Para manter o relacionamento com Ramona, Pilgrim descobre que terá que derrotar todos os seus sete ex-namorados e namoradas. Um por um. Cada um de uma maneira diferente.

É tão doido como se pode imaginar.

SCHOOL OF ROCK – Escola de Rock (2003)

Jack Black sempre caminhou nesse limiar entre a música e o cinema. E neste musical ele é Dewey Finn, um roqueiro frustrado após ser expulso de sua banda, No Vacancy.

Desempregado, ele vê uma oportunidade de ser um professor impostor em uma escola conservadora de alta classe. Lá, enxerga em seus alunos, por volta dos 10 anos de idade, a oportunidade de montar uma banda e participar da “Batalha das Bandas”, e então se provar o astro do rock improvável que todos duvidavam.

A trilha sonora é recheada de clássicos e foi, inclusive, indicada ao indicada ao Grammy.

THIS IS SPINAL TAP – Isto é Spinal Tap (1984)

Esse mockumentary apresenta ao mundo a banda britânica fictícia de heavy metal Spinal Tap. O produtor Marty Di Bergi (Rob Reiner, diretor do longa) decide filmar os bastidores da turnê da banda, mas nem tudo é glamouroso como a vida de rockstar parece ser.

Durante a tour, a banda sofre com diversos problemas internos e conflitos de egos, que a levam à beira do fim, com diversos diálogos estranhamente hilários e insultos gratuitos, exatamente como têm de ser.

À época, o filme não foi muito bem recebido, pois público e crítica pensaram se tratar de uma banda real, e as avaliações foram de “non-sense” a “mal filmado”, passando por diversos outros adjetivos nada amigáveis.

Mas, anos depois, o mockumentary se tornou um clássico e elevado ao status de cult, responsável pela popularização do gênero cinematográfico.

Parte dos atores que interpretaram a banda realmente sabia tocar seus instrumentos, e tocaram e cantaram na produção.

WAYNE’S WORLD – Quanto Mais Idiota Melhor (1992)

Originado de um quadro “Saturday Night Live”, o filme conta a história de Wayne (Mike Myers) e Garth (Dana Carvey), dois amigos metaleiros que tocam um programa alternativo de TV, de acesso gratuito, no porão da casa dos pais de Wayne.

Após venderem os direitos do programa para Benjamin Oliver (Rob Lowe), eles vão comemorar em uma boate. Lá, Wayne se apaixona por Cassandra Wong (Tia Carrere), mas se encontra novamente com Benjamin, que também quer ficar com a mocinha.

TENACIOUS D IN: PICK OF DESTINY – Tenacinous D: Uma Dupla Infernal (2006)

Mais uma vez, Jack Black. Nesta ópera rock, JB (Jack Black) e KG (Kyle Gass) estão determinados a montar a maior banda de rock do mundo. Para tanto, eles resolvem ir atrás da Palheta do Destino.

A tal palheta teria sido forjada a partir de um fragmento do dente do próprio diabo, e passou pelas mãos de vários guitar heroes, como Eddie Van Halen e Angus Young (AC/DC).

O elenco ainda tem Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath), interpretando ele mesmo, e Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters, Queens of the Stone Age) como o próprio Demônio.

ATENÇÃO: O clipe abaixo é uma das cenas finais do filme e contém spoilers.

Aos 30 anos, perdemos interesse por músicas novas

É o que descobriu o Deezer, com pesquisa entre os seus usuários na Grã-Bretanha.

Além de todos os problemas, a vida adulta também tira da gente um dos prazeres mais recompensadores, que é o tesão por ouvir uma boa música nova. É o que descobriu o Deezer, com uma pesquisa feita entre mil usuários da plataforma, na Grã-Bretanha, que chegou à conclusão de que, por volta dos 30 anos e seis meses, perdemos o interesse por descobrir músicas e artistas novos.

E sim, isso em grande parte é culpa da vida adulta, com 16% das pessoas alegando que, entre os motivos, estão a falta de tempo, por causa do trabalho, e 11%, por terem que cuidar dos filhos. Outros 19% se sentem perdidos, devido a enorme quantidade de opções disponíveis.

Quase metade dessas pessoas, ou 47%, dizem querer ter mais tempo para buscar novidades no mundo da música. Pelo menos, vemos que o motivo não é falta de vontade.

“Com tanta música brilhante por aí, é normal sentir-se sobrecarregado”, disse Adam Read, editor musical do Deezer para o Reino Unido e Irlanda. “Isso normalmente resulta em ficarmos emperrados na ‘paralisia musical’, quando chegamos aos trinta.”

Geralmente, o auge das nossas descobertas musicais é aos 24 anos e cinco meses. Nessa idade, 75% dos entrevistados disseram ouvir a, pelo menos, dez novas músicas por semana, e 64% buscam ao menos cinco novos artistas no mesmo período.

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Os escoceses do Franz Ferdinand, a cada novo álbum, uma nova sonoridade e novas influências (Divulgação / Franz Ferdinand)

Ainda assim, a pesquisa mostra que esses números podem variar bastante de uma região para outra, dependendo de questões sociais e culturais, sendo que dentro do próprio Reino Unido os números já mostram suas diferenças.

Os escoceses, por exemplo, sofrem da “paralisia musical”, em média, aos 40 anos e sete meses de idade. E o galeses, aos 24 anos e oito meses já diminuem a amplitude de seus gostos musicais.

O assunto já foi abordado anteriormente

Claro, essa não é a primeira vez que este assunto vem à tona, mas por ser uma pesquisa mais recente e feita diretamente por um serviço de streaming de música, com o seu público e para o seu público, as proporções da informação ficam ainda mais em evidência.

O tema já foi explorado mais a fundo por outras publicações, como o blog Skynet & Ebert, que verificou dados do Spotify nos Estados Unidos em 2015 e apurou que os adolescentes tinham seus gostos moldados pela música pop. Isso foi mudando gradativamente, à medida em que as pessoas iam chegando aos trinta anos de idade.

Em fevereiro, o economista Seth Stephens-Davidowitz analisou dados do Spotify para o New York Times. No estudo, ele descobriu que se um hit é lançado quando você é mais novo, provavelmente um adolescente, ele será mais popular naquele grupo da sua idade.

Isso acontece porque, de acordo com a ciência, durante a nossa adolescência, dos 12 aos 22 anos, nosso cérebro passa por uma série de mudanças que nunca é experienciada novamente ao longo do restante de nossas vidas. Sendo assim, estamos mais receptivos à estímulos externos, incluindo musicais.

Outra razão para ouvirmos as mesmas músicas repetidas vezes, é por causa de uma situação chamada “fase de antecipação”. Aquele arrepio que você sente ouvindo determinada canção acontece por uma resposta hormonal, mas também pode ser por que você sabe que a parte boa da música está chegando.

Como, por exemplo, naquele instante anterior à virada da música, ou um refrão dramático; nosso cérebro entende isso como como uma recompensa, e libera dopamina, o hormônio do prazer. Contudo, o tempo e, consequentemente, a vida adulta, nos fazem perder essa sensação, pois as conexões e experiências cerebrais já não são as mesmas da adolescência. Isso explica o por que de o seu tio, fã do Creedence, não aguentar o seu Slipknot.

E você, já atingiu o seu pico de descobertas? Caiu na “paralisia musical”? Deve ser terrível.

Hello Amigos: Filme dos Ramones está a caminho

Filme será baseado no livro de Mickey Leigh, irmão de Joey Ramone.

Os pais do punk estão chegando às telonas, desta vez com a própria história como motivo central. Intitulado “I Slept With Joey Ramone”, o filme será dirigido por Nick Cassavetes e é baseado no livro de mesmo nome escrito por Mickey Leigh, irmão do vocalista, e lançado em 2009. Gene Kirkwood (Rocky, Get Rich or Die Tryin’) é o produtor executivo.

A produção contará a história do surgimento da cena punk, impossível de se distinguir da própria história dos Ramones, já que tudo começou o disco de lançamento da banda chamado “Ramones”, em 1976.

“Nick está indo fundo com o Mickey Leigh”, disse Gene Kirkwood. “O plano é que eles descubram talentos e juntem uma banda de verdade”, finalizou.

Sem muitos detalhes, não se sabe se realmente teremos uma banda para tocar os sucessos dos Ramones na película. Data de lançamento também não foi liberada, já que eles ainda estão no processo da pré-produção.

Peixe de Segunda: Os crossovers mais inusitados da cultura pop

Quando executivos de grandes empresas se unem, muita coisa bizarra pode acontecer.

Crossover inusitado não é uma exclusividade dos Gorillaz, que recentemente revelou o seu mais novo integrante, Ace, líder da Gangue Gangrena, direto do universo de Meninas Superpoderosas. Se você quer acompanhar toda história, tem uma matéria completinha sobre isso aqui, na Baleia.

Para provar isso, no Peixe de Segunda de hoje vamos mergulhar nas profundezas dos crossovers mais inusitados da cultura pop. Suba à bordo com cuidado, marujo. Essa viagem pode ser traumática.

1 – Supernatural e Scooby-Doo

Supernatural foi longe demais mais uma vez. A série (infinita) da Warner tem como principal característica deixar as coisas cada vez mais estranhas (para não dizer ruins). Depois de se envolver com deuses, demônios e criaturas mitológicas, os irmão Winchester decidiram fazer parte no universo da Cartoon Network.

Sam e Dean enfrentam uma fantasia de dinossauro gigante que está possuída. Ao exterminar o espírito, o dono da loja oferece que os irmãos levem algo da loja. Dean escolhe uma televisão.

O problema é que, quando ele liga a tevê, os irmãos acabam sendo conduzidos para dentro dela e caem exatamente no universo de Scooby-Doo. Intitulado Scoobynatural, este é o 16º episódio da 13ª temporada de Supernatural.

2 – Megadeth e Duck Dodgers

Em 2006, Dave Mustaine decidiu fazer uma boquinha na animação protagonizada por Patolino, Duck Dodgers. O nome do episódio é bem sugestivo para a ocasião, intitulado de “No espaço, ninguém pode ouvir você tocar Rock“, e tem direito a uma música inteira da banda.

3 – Power Rangers e Tartarugas Ninjas

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O melhor “toca aqui” dos anos 90.

Em 1997, a Fox resolveu unir os Rangers com as Tartarugas mais queridas da cultura pop. A mistura inusitada foi uma jogada de marketing para promover a série em live action das Tartarugas, que na época não estava tão bem das pernas, como Power Rangers. O resultado é de fazer brilhar os olhos de qualquer criança dos anos 90.

No episódio, intitulado “Encontro de Super Heróis”Astronema, vilã dos Rangers, lança um feitiço nas tartarugas mutantes, que se voltam contra os Power Rangers, afim de derrotar os mesmos.

Depois de muitas faíscas e explosões, os Rangers conseguem reverter o efeito e contam com a ajuda das Tartarugas Ninjas para derrotar Astronema.

4 – NBA Street V3 e Nintendo

O terceiro game da série NBA Street, para o GameCube, traz um crossover exclusivo e um tanto quanto bizarro.  No game de 2005, junto aos grandes astros do basquete, você pode jogar com Mario, Luigi e a Princesa Peach.

Misturando personagens realistas com personagens cartunescos, o crossover é um bom exemplo de como duas gigantes dos games (EA e Nintendo) podem errar de mãos dadas. Quem achou que isso seria uma boa ideia?

5 – Freddy vs Jason

O que pode dar em um crossover entre dois clássicos do terror? Errado, é claro! O filme, de 2003, traz uma história fraca e diálogos sofríveis. A mistura (im)perfeita entre o terror trash dos anos 80 e os blockbusters do começo do século.

No longa, Freddy Krueger foi condenado ao esquecimento. Todas as menções sobre sua existência foram apagadas, e os jovens, que ficaram mais traumatizados com suas macabras aparições. Eles foram mandados para um sanatório, onde tomavam uma droga experimental, Hypnocil, que os impedia de sonhar. Consequentemente, não deixando que Krueger agisse, fazendo-o perde suas forças gradativamente.

Tentando se vingar, Freddy manipula alguém que estava com ele no inferno – Jason -, e o manda para aterrorizar os jovens da Elm St., com o intuito de restaurar o medo na cidade. Quando Jason descobre que Freddy o usou, um confronto entre os dois se torna inevitável.

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“Peixe de Segunda” é a coluna da Baleia para tratar de temas não convencionais dentro da cultura pop e do universo geek.

Baleia Lista: Seis músicas que falam de baleias

Escolhemos para vocês as melhores músicas do mundo sobre baleias.

Quem não gosta de baleias, e quem não gosta de música? Nós, aqui da BALEIA, com certeza não somos essas pessoas. Pensando nisso, preparamos para vocês uma lista de músicas, de vários estilos, sobre o mesmo animal amado por todos: A BALEIA.

Curte aí e conta para a gente qual a sua favorita.

“Don’t Kill the Whale” – Yes

Essa daqui vem dos heróis prog do Yes. É a primeira porque a mensagem é importante: mata as baleias não, parça.

“Blood and Thunder” – Mastodon

Esse disco todinho do Mastodon é baseado no romance Moby Dick, de Herman Melville, sobre a segunda baleia mais importante para a cultura mundial (a primeira, A Baleia). Essa música, em especial, fala de como seria encontrar e caçar o bichão. É épico.

“Flying Whales” – Gojira

O Gojira, aqui, descreve a grandeza dos animais mais majestosos dos oceanos. E também é sobre nunca desistir dos seus sonhos. Voe, baleia!

“We’re Looking For the Whales” – A-ha

Encontrou, A-ha. Encontrou!

“The Last Great American Whale” – Lou Reed

Lou Reed, sempre pedrada. Crítica não faltou.

“As Baleias” – Roberto Carlos

O rei aqui mandou bala na crueldade. Se não desce lágrima, você não tem coração!

BÔNUS: “Bar Mitzvah” – Nissim Ourfali

A última música ia ficar muito triste, e a gente não podia deixar assim. Essa é alto astral. Volte sempre, Nissim!